20 de junho de 2017

Diário animado - Annecy 2017 - Dia I

Nota dos Editores: No ano que Annecy Anuncia que em 2018 teremos uma edição temática sobre o Brasil, o Animação S.A. retira suas teias de aranha para um novo diário animado. Nos próximos Posts, Gordeeff vai falar no nosso diario animado sobre o Festival de Annecy 2017! \o/

Olá pessoal,

Eu sou a Gordeeff e vou, nos próximos dias, tentar compartilhar com vocês um pouco do prestigiado e mais importante festival de animação do mundo: o Festival international du film d'animation d'Annecy, 2017. Clique aqui para conhecer maiores detalhes sobre o Festival.

Bom vou ser rápida, pois tenho que assistir às sessões (lógico!) e tenho muita coisa para contar e comentar. Portanto vou ao que interessa – aos filmes! – e ao longo da semana vou contando sobre outras coisas também.

Bom, ontem foi o primeiro dia para o público. Eu cheguei cedo, tipo 7:30h e já tinha fila e bastante gente para a abertura da recepção do Festival, para a entrega das credenciais – solicitadas previamente, através do site do Festival.  


No meu primeiro dia de festival Assisti a sessão competitiva de Curtas-metragem 1.

Radio Dolores
Direção : Katariina LILLQVIST
País : Finlandia
Ano de produção: 2016
Técnica(s) utilizada(s): Stop motion com boneco

Stop motion interessante, pois tem como tema uma história real, que aconteceu na Espanha durante a guerra civil, na década de 1930.


Wednesday with Goddard
Direção : Nicolas MÉNARD
País : Reino Unido
Ano de produção: 2016
Duração : 04 min 30 s
Técnica(s) utilizada(s): Desenho sobre papel e 2D

Filme de estética simplificada, faz lembrar os antigos games. Como um bom filme inglês, trabalha bem com o humor negro e a ironia, com um personagem que procura por Deus. 


When Time Moves Faster
Direção : Anna VASOF
País : Austria, Canada
Ano de produção2016
Duração : 06 min 32 s
Técnica(s) utilizada(s): 2D + outras

É um filme que na verdade é um conjunto de exercícios sobre o movimento. Como um deles, em que a realizadora usou cortinas para animar alguém num balanço.


J'aime les filles
Direção : Diane OBOMSAWIN
País : Canada
Ano de produção: 2016
Duração : 08 min 12 s
Técnica(s) utilizada(s): 2D

Com assinatura do National Film Board of Canada, esta animação de desenho simples consegue abordar a questão da homossexualidade feminina de forma direta, delicada e ao mesmo tempo, cômica.

Ucieczka - (em português, escape, fuga)
Direção : Jaroslaw KONOPKA
País : Pologne
Ano de produção2017
Duração : 15 mn
Técnica(s) utilizada(s): Stop motion com bonecos

Filme pesado, violento, como um bom filme da Leste Europeu, sempre fica algo que “não entendemos direito”. Conta uma história pós-apocalíptica de mãe e filho que tentam escapar de uma situação ou lembrança violenta, mas não conseguem. Visualmente é muito forte.


In a Nutshell

Direção : Fabio FRIEDLI
País : Suíça
Ano de produção2017
Duração : 05 min 48 s
Técnica(s) utilizada(s): Stop motion com objetos

O curta utiliza sementes, folhas, noz, e outras coisas para abordar a indiferença à destruição, a apatia em que se vê coisas ruins e sofrimentos, sem dar muita importância. A utilização de objetos, ajudou nesse objetivo.

Double King

Direção : Felix COLGRAVE
País : Austrália
Ano de produção: 2017
Duração : 09 mn 43 s
Técnica(s) utilizada(s): 2D

Animação curiosa, pois para mim, me faz lembrar a segunda, pois também os personagens têm um visual simplificado e lembram os games antigos. Mas é engraçada e fala, em forma de contos de fadas, sobre a ganância sem sentido. 


Panda
Direção : Shen JIE
País : Chine
Ano de produção: 2016
Duração : 03 min 30 s
Técnica(s) utilizada(s): 2D

Filme chinês bem intrigante. Para os puristas da animação, provavelmente seu visual não agrada, pois tem cores saturadas, que parecem imagens jpgs ou gif., com uma animação simplificada. Mas ele tem seu valor, uma vez que trabalha com metáfora semântica e visual, uma vez que “Panda” é um bichinho fofinho lá da China. Mas ... o filme não é isso. É forte e contundente. Não sei se já tem na Web, mas vale a pena, pelo que ele representa.

Venus
Direção : Sávio LEITE
País : Brésil
Ano de produção: 2017
Duração : 06 min 28 s
Técnica  2D, Rotoscopia

A sessão fechou com a animação do nosso conterrâneo, Sávio Leite. O filme saiu das páginas do livro, Bufólicas (1992), de Hilda Hilst. Como não podia deixar de ser, ele aborda também a questão LGBT, mas coerentemente com o tema, de forma bem mais escrachada, “falicamente” direta e suja. Fique claro que a forma “suja”, é uma questão de estética. E para quem já viu, não tem como não se lembrar do “Deu no Jornal” (2005), de Yanco Del Pino – tem no youtube. Também não entendam que eu estou dizendo que o Sávio imitou o Yanko – é enfadonho, nessa atualidade “democrata”, onde tudo o que se fala, tem que se explicar nos mínimos detalhes, senão você é execrado. Ufa...! Bem, a questão é que os dois filmes apresentam o mesmo visual sujo, coisa que, também, para quem conhece a filmografia do Sávio, sabe que é uma caraterística de seus trabalhos.


Conclusão sobre a sessão: Bem diversa, como filmes de alto nível de animação, proposta e execução. Como sendo a primeira sessão competitiva de curtas, me lava a pensar que o Festival abraça a bandeira de questões entendida como polêmicas – sexo, guerra, violência. Não foi uma sessão em que se sai “leve” da sala de cinema. Ao contrário. Mas isso não a denigre ou a torna menor. É um reflexo de nossos tempos. Vamos aguardar pela maratona – são 5 sessões de curtas e 11 de longas - para termos um panorama final.



Outra sessão que assisti foi o longa-metragem japonê  Hirune Hime – Rêves éveillés ou Ancien & the Magic Tablet

Direção : Kenji KAMIYAMA
País : Japão
Ano de produção: 2017
Duração : 01 h 50
Técnica(s) utilizada(s): 2D

É um filme em uma sessão fora de competição, uma das muitas que Annecy apresenta.

Através da personagem principal, a órfã materna Morikawa, conta a história de sua família. Numa mistura de tempo “real” da história com os sonhos da jovem, o público vai entendendo o que aconteceu e quem era a sua mãe. Com o viés ecologicamente correto, o filme tem um roteiro um pouco confuso – é preciso prestar atenção – mas, exatamente por isso instigante. Como toda animação japonesa, tem o visual característico, com belos backgrounds e o senso do dever, a qualquer custo.

6 de abril de 2017

GNUGRAF 2017 Está Chegando!

Este ano o GNUGRAF acontecerá mais cedo por conta de uma coisa muito legal. Estaremos realizando o evento junto com o Libre Graphics Meetin que um dos maiores eventos internacionais dos desenvolvedores de Software Livre na área de computação gráfica.

Para quem ainda não conhece o GNUGRAF, ele é o primeiro evento de computação gráfica com software livre do Brasil. O evento é totalmente direcionado para profissionais da área de Áudio, Animação, Vídeo, Produção Gráfica e Design de Jogos

Uma das filosofias do GNUGRAF é dar a oportunidade aos profissionais dessas áreas, demostrarem seus trabalhos, interagir com o público e trocar experiências com outros profissionais.

O evento acontecerá dias 21 e 22 de Abril Sexta e Sábado
Local: PUC-Rio R. Marquês de São Vicente, 225 - Gávea, Rio de Janeiro


As Inscrições já estão abertas! http://gnugraf.org/2017/inscricoes/

Segue abaixo a relação de palestrantes confirmados:
















26 de março de 2017

Toy Story – O Divisor de Águas no Cinema de Animação (1ª Parte)

Em 22 de novembro de 1995, estreava o primeiro longa-metragem totalmente animado por computadores. Mas o que fez com que Toy Story se tornasse este filme especial e inesquecível? Seria apenas a nova tecnologia utilizada na produção do longa-metragem? Seria a narrativa apresentada que ia além de tudo já realizado anteriormente?  Seria a unicidade de cada um dos personagens? Nesta nova série de postagens iremos retratar alguns dos diversos motivos que fazem de Toy Story outro grande marco na história do Cinema de Animação.
A introdução de Toy Story
Na verdade, são vários os motivos que fazem de Toy Story um divisor de águas no cinema de animação. Para começar, realmente o filme se destaca por ser o primeiro longa-metragem totalmente realizado com a computação. John Lasseter sabia que a animação computadorizada não era uma mídia nova, mas era uma nova ferramenta dentro da mídia animação. Por isso, era necessário explorar as possibilidades desta ferramenta, mas sempre ciente que a história e os personagens eram os elementos essenciais e que impulsionavam tudo. Mesmo o filme sendo o primeiro longa animado por computador a técnica utilizada era apenas um detalhe secundário para a história que almejavam contar, o maior avanço deveria ser na história.
John Lasseter
John Lasseter e a equipe da Pixar Animation quando iniciaram a produção de Toy Story não queriam um filme sobre conto de fadas, por isso estabeleceram uma série de ideias e fatos proibidos para o desenvolvimento do roteiro. Dentre as exigências e proibições da equipe estavam as músicas e canções, já que não queriam um filme animado musical; buscavam um personagem principal que não fosse maçante e bastante engraçado, os personagens secundários também deveriam seguir esta premissa; não buscavam exatamente um vilão ou a dualidade mocinhos/bandidos e bem/mal.
Na verdade, a equipe buscava principalmente evitar qualquer sinônimo de filmes animados: musical, conto de fadas e infantilidade. John Lasseter tinha uma motivação própria para o desenvolvimento do filme, uma narrativa que pudesse entreter tanto o público infantil quanto os adultos. Por isso, a principal inspiração foi “um filme sobre amigos”, foi a partir desta ideia que foi desenvolvido a premissa do brinquedo velho que é substituído por um brinquedo novo. Situações jamais realizadas antes nos filmes animados.
Tin Toy (1988)
Uma das principais inspirações para o desenvolvimento da história do filme foi o curta-metragem Tin Toy. No curta-metragem da Pixar de 1988, a empresa conseguiu desenvolver com o público a justaposição, mostrando algo já conhecido por eles e logo depois demonstrando um outro ponto de vista do mesmo sujeito, neste caso o bebê. Primeiro vemos o bebê e seu brinquedo, logo depois vemos a perspectiva do brinquedo e como o bebê poderia ser visto como um suposto monstro destruidor para o brinquedo. O personagem Tin Toy foi a inspiração para o desenvolvimento do conceito de os brinquedos terem vida e a amizade entre dois deles.
Os primeiros esboços de Woody
Nos primeiros esboços da história o personagem principal era chamado de Tinny e estava de férias com sua criança e acaba sendo esquecido por acidente. Tinny é encontrado por um catador de lixo e acaba sendo jogado na caçamba do caminhão de lixo aonde encontra o outro boneco, um ventríloquo antigo. Os brinquedos decidem ficar juntos e no final da história iriam terminar em uma escola infantil, considerada o paraíso dos brinquedos, local aonde nunca são perdidos ou esquecidos pelos donos. Percebemos que este primeiro esboço do filme acaba sendo aproveitado posteriormente no segundo filme para explicar o abandono e o trauma da vaqueira Jessy, e o ambiente perfeito da creche Sunnyside que depois descobrimos que ela é comandada pelo tirano Lotso, em Toy Story 3.
O quarto de Andy
Logo depois, a trama passou a ser desenvolvida em um quarto de uma criança, semelhante aos contornos que conhecemos: o garoto ganha um brinquedo novo como presente de aniversário e o brinquedo é levado para o quarto interagindo com os demais brinquedos antigos.  Contudo, para este novo esboço não fazia sentido que Tin Toy, um brinquedo antiquado virasse o favorito do garoto. Por isto era necessário a busca de um novo brinquedo que representasse o novo, o antigo e os personagens secundários.
Durante o processo de construção da história a equipe realizou uma visita à uma loja de brinquedos e encheram o carrinho com diversos brinquedos. Inclusive foi durante a esta visita que encontraram os soldadinhos de plástico dentro de balde. Neste processo de escolha os responsáveis só escolheram brinquedos existentes que já haviam passado por uma ou duas gerações e que permaneceram. Durante o passeio na loja a equipe já imaginava os brinquedos vivos, como seres humanos dotados da capacidade de raciocínio. Com base nesta afirmação percebemos que o antropomorfismo (animais e objetos representados com características humanas) foi idealizado antes mesmo da própria construção dos personagens.
Syd e And
Se a loja de brinquedo foi uma inspiração essencial para os personagens antropomórficos, os personagens humanos, especialmente Andy e Sid, tiveram inspiração embasada nos membros da própria equipe da Pixar. Enquanto alguns destruíam seus brinquedos, outros guardavam com bastante zelo durante anos. Semelhante ao personagem Sid, alguns dos animados da Pixar, quando crianças, faziam experiências com seus brinquedos, só para observar como o objeto ficava após ser derretido com a ação do fogo. John Lasseter, era um dos que zelava bastante por seus brinquedos, a ideia de um brinquedo velho como personagem Woody foi baseada em um dos brinquedos que Lasseter guardava desde a sua infância.
Buzz Lightyear e Woody
Woody e Buzz, os personagens principais de Toy Story, passaram por um extenso processo de construção e modificações, tudo isto para que ambos coincidissem tanto com a narrativa quanto com o visual e design de cada um deles. O personagem Buzz precisava ser um brinquedo original, por isto a Pixar criou um brinquedo próprio. Para a construção do personagem, os criadores examinaram os seus brinquedos favoritos e foram incorporando tudo que gostavam em um único brinquedo. Buzz precisava ser o brinquedo que todo menino gostaria de ter.
Os primeiros esboços de Buzz Lightyear
Antes de ter o nome que conhecemos hoje, o personagem teve diversos nomes incomuns como Lunar Lerry, que depois virou Tempus de Morph e por fim, virou o Buzz Lightyear. O nome Buzz Lightyear foi inspirado no nome do astronauta Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na lua. Algumas das características da personalidade do personagem Buzz Lightyear foram dadas pelo dublador Tim Allem, inclusive o lado mais sensível do personagem. Antes da dublagem, Buzz Lightyer foi concebido semelhante a um super-herói, foi o dublador Tim Allem que deu um tom mais realista ao personagem ficando mais parecido com um policial, como um patrulheiro espacial.
John Lasseter e o seu boneco do Gasparzinho
O personagem Woody foi baseado em um Gasparzinho com corpo de pelúcia, rosto de plástico e com uma corda de puxar em suas costas, que diz com uma voz esganiçada: “Posso ficar com você. Sou um fantasma camarada”. Os primeiros esboços de Woody eram um boneco de ventríloquo com cartola e smoking. Ele deveria ser o brinquedo velho, mas esta construção visual não condizia com a intenção. Por isto, sugeriram um boneco caubói, que fazia jus a rivalidade dos personagens Buzz representando a corrida espacial e Woody referente ao anacrônico velho Oeste. Woody durante o desenvolvimento do roteiro foi idealizado como boneco ventríloquo caubói, um personagem cômico e sarcástico, mas acabou sendo apenas o boneco caubói de corda repleto de comentários irônicos que conhecemos.
Durante os testes iniciais com Buzz e Woody, a equipe constantemente se questionava se o modelo, a movimentação e o comportamento dos personagens estavam condizente com a personalidade dos personagens. Foram realizados diversos testes, porque a Pixar tinha o receio que a plateia não ficaria sentada durante os 70 minutos de uma animação digital. Este medo da Pixar foi semelhante ao medo do próprio Disney durante a realização de Branca de Neve e os sete anões (1937) que se questionava se o público conseguiria assistir um longa-metragem totalmente animado.
Rex e sua aparência de plástico barato que reflete na sua personalidade
Não foram apenas Buzz e Woody que tiveram este cuidado em suas construções visual e psicológica. Mesmo os personagens secundários terem sido baseados em brinquedos reais conforme a visita à loja de brinquedo, eles foram estudados pensando na qualidade do produto e como isto seria combinado a sua personalidade. No caso do personagem Rex, eles encontraram vários dinossauros feitos de plástico barato, com braços curto e pintura malfeita. Como um brinquedo com estas qualidades deveria ser o carnívoro poderoso? Por isto, o personagem Rex foi criado indo contra os estereótipos dos filmes de dinossauro, assumindo uma personalidade insegura e neurótica.
Olha eu sou Picasso!
No caso do personagem Senhor Cabeça de Batata, sua personalidade rabugenta vem exatamente da revolta de pensar que você o tempo todo está perdendo seus traços faciais. Os soldadinhos verdes, brinquedos bastante conhecidos pelos animadores, tentaram manter as características básicas, principalmente os pés presos às bases. Para esta característica os animadores prenderam tênis velhos à uma prancha e se filmaram enquanto tentavam andar com a armação. Mas foi graças a esta experiência e análise que eles conseguiram animar os soldadinhos verdes de modo convincente.

Na próxima postagem desta série iremos abordar um pouco das dificuldades encontradas na realização de Toy Story, inclusive com a possibilidade de cancelamento do longa-metragem.

8 de dezembro de 2016

Stop Motion com Heron Animation

Acaba de surgir no mercado mais uma opção livre para animação em Stop Motion chamada Heron Animation.


Licenciado pela Apache confiram abaixo alguns recursos do softwares:
  • Playback instantâneo, onde podemos acompanhar em tempo real o andamento animação.
  • Onion Skinning, que possibilita o animador ver os frames anteriores para sentir o timer da animação.
  • Exporta em frames individuais ou nos formatos .mp4, .mov e .avi .
  • Trabalha com a maioria das webcams (inclusive as hd)
  • Possui framerate personalizável, além de trabalhar com as velocidades padrões.
  • Tem versões para Windows, Mac e Linux.

Ele possui uma interface minimalista e muito intuitiva. Além de ter as versões para instalação, podemos experimentar o software numa versão online.  A única desvantagem é que trabalha com Flash, cujo o formato esta praticamente em extinção, ao ponto de na nova versão do Chrome a Google não dar mais suporte. Acredito que para versões futuras o projeto adote o HTML5 como recurso.

3 de novembro de 2016

Making of do "Tribute to Hayao Miyazaki"

Ano passado postamos aqui no blog um lindo tributo que um animador francês (acesse o canal dele no Vimeo clicando aqui) fez em homenagem as obras de Hayao Miyazaki, tudo usando apenas softwares livres como o Blender, Gimp, Octane e o Natron.

O sucesso foi tão grande que agora, um pouco mais de um ano do lançamento da animação, o vídeo já possui mais de 1 milhão de views.

Recentemente ele postou o making of do tributo para mostrar com detalhes como ele criou tudo. Abaixo segue a animação, para quem ainda não viu, e logo depois o making of.








via: CG MeetUp

1 de novembro de 2016

O que vi no Anima Mundi 2016: Parte I - Alike

Depois de uma maratona de uma semana dentro do Maior Festival da América Latina, poderei compartilhar algumas preciosidades encontradas em algumas das sessões mais bacanas. Ao invés do tradicional Diário Animado, vamos colocar aqui alguns dos curtas que mais chamaram a atenção nesses dias de festival pelas mais variadas razões - desde técnica até roteiro passando por concepção sonora.


Alike de Daniel Martinéz lara & Rafa Cano Méndez



No meio da vida corrida que vivemos sempre acabamos esquecendo... da própria vida. É esta a mensagem deste fantástico curta espanhol que conta o cotidiano de um pai e seu filho. Para passar a mensagem, a direção de arte do filme busca um caminho minimalista, com poucos elementos de cenário e usos de cores fortes em momentos pontuais do curta.

Com essa fórmula aliada a um design de personagens e animação mais clássica mais uma bela trilha sonora. "Alike" foi um dos filmes que cativou bastante o público do festival. Vale também destacar a bela identidade visual do filme cujo título faz uma bela representação dos personagens da história.

Mais legal ainda, "Alike" foi inteiramente produzido com Blender se tornando um belo exemplo de potencial de produção dessa ferramenta livre disponível gratuitamente a todos os que quiserem animar.

31 de outubro de 2016

Confira os Vencedores do Anima Mundi 2016

Aconteceu no último domingo, dia 30 de Outubro, no Cine Odeon a premiação carioca da 24ª edição do Anima Mundi. Vamos conhecer as animações vencedoras?

Prêmio Canal Brasil: "O Projeto do Meu Pai" de Rosaria (Brasil)

JÚRI PROFISSIONAL
Direção de Arte: "Totems" de Paul Jadoul (França, Bélgica); Roteiro: "Vaysha, l'aveugle" de Theodore Ushev (Canadá"); Concepção Sonora: "Caminho dos Gigantes" de Alois Di Leo (Brasil); Melhor Técnica de Animação: "Signum" de Witold Giersz (Polônia); Galeria: "L'åil du Cyclone" de Masanobu Hiraoka (França, Japão).

"O Projeto do Meu Pai" da Rosaria. Animação ganhou três prêmios na 24ª edição do Anima Mundi.
JÚRI POPULAR
Melhor Curta Infantil: "Shaun the Sheep: The Farmer's Llamas" de Jay Grace (Reino Unido); Melhor Curta de Estudante: "Chateau de Sable" de Quentin Deleau, Lucie Foncelle, Maxime Goudal, Julien Paris, Sylvain Robert (França); Melhor Longa Metragem: "The Red Turtle" de Michaël Dudok (França); Melhor Curta Brasileiro e o Melhor Curta: "O Projeto do Meu Pai" de Rosaria (Brasil).

E o prêmio Anima Mundi 2016 de Melhor Animação foi para o "If I was God..." de Cordell Baker (Canadá). Esta animação entrará automaticamente para a disputa para o Oscar 2017.


O prêmio Melhor Portfólio será anunciado na capital paulista. Agora o Anima Mundi viaja para São Paulo aonde o festival acontecerá entre os dias 2 ao dia 6 de novembro.

30 de outubro de 2016

Governo Brasileiro Começa a Dispensar os Softwares Livres

Logo do Linux Educacional, usado por mais de 70 mil alunos
Já conversamos muito aqui no Animação S.A. sobre a importância do avanço dos Softwares Livres (Linux, Blender, OpenToonz...) mas infelizmente o governo brasileiro no próximo dia 11 de Novembro deve começar a adquirir diversas soluções de Microsoft.

Ainda não se sabe o quanto o Governo de Temer pretende gastar com os softwares proprietários, sabemos agora apenas que devem ser adotados programas como Office, Windows Professional, Windows Server e Client Access.

Esses programas no momento apenas seriam usados internamente em instituições do governo, porém existe grandes chances desse projeto também se estender as escolas públicas de todo o país, aumentando drasticamente o custo em uma época de crise.

Desde do inicio da adoção do programa pró softwares livres, que aconteceu em 2003, o governo já teria economizado cerca de R$ 500 milhões, segundo dados de 2010. "São recursos que deixaram de ser gastos em compra de licenças de softwares proprietários" - disse o assessor da diretoria do Instituto de Tecnologia da Informação da Casa Civil da Presidência da República (do Governo Lula).

Ficaremos de olho...

25 de outubro de 2016

Anima Mundi 2016 Começa Hoje!

A 24ª edição do maior festival de animação da América Latina, e o segundo do mundo, começa hoje no Rio de Janeiro. O Anima Mundi 2016 acontecerá em diversos pontos da cidade. Da zona sul a zona norte, do centro a zona oeste!

O "coração" do festival será na Cinelândia que contará com três locais de exibição: Odeon, Centro de Cultura da Justiça Federal e a Livraria Cultura; Bem perto dali, também no centro da cidade, o Teatro Maison de France e o BNDES também irá exibir as animações do festival. Ainda na mesma região o CRAB, na Praça Tiradentes, será a casa do Anima Fórum, evento paralelo ao festival voltado para os profissionais da área.

Também tem opção para quem não mora no centro! Na zona norte o Ponto Cine, em Guadalupe, também faz parte do circuito do festival. Já na zona sul o festival acontece no espaço Oi Futuro, em Ipanema. E para finalizar a Cidade das Artes, na zona oeste, novamente fará parte do Anima Mundi porém dessa vez apenas com uma sala exibindo os curtas.

Neste ano o grande homenageado será o paulista Cesar Cabral, diretor do curta "Dossiê Rê Bordosa" e do seriado "Angeli The Killer", que está em processo de finalização no momento. Cabral também trabalha em um longa animado do personagem Bob Cuspe, que ainda não possui data de lançamento.

Já nas sessões do Papo Animado o festival irá receber o francês Marc Jousset, produtor de "O Menino da Floresta" e Diretor de Arte de "Persepolis" e o alemão Jaboc Frey, diretor do curta "O Presente", ganhador do Anima Mundi 2015.

O Anima Mundi no Rio de Janeiro vai até o dia 30 de Outubro depois a partir do dia 2 de Novembro ele viaja para São Paulo.

4 de outubro de 2016

Conheça os Detalhes do Anima Forum 2016


O Anima Mundi acaba de divulgar todos os detalhes do Anima Forum 2016, evento paralelo ao festival voltado para os profissionais da área.

Neste ano, as masterclasses, mesas e palestras abordam desde a sedutora técnica de stopmotion, que se reinventou com as novas tecnologias agora acessíveis para qualquer produtor, passando pela imperdível apresentação das novas linguagens pesquisadas pela Google aplicando a animação em 360º.

Além disso, serão discutidas estratégias de licenciamento para personagens animados, o processo criativo de se criar vozes originais para animação e novas ações para o fortalecimento e crescimento do setor, apresentadas pelo BNDES, um dos maiores investidores na produção de animação no Brasil e parceiro de Anima Forum.

Novos formatos e novas possibilidades de mídia para animação, como identificar e conhecer o público para sua produção, Animação e Publicidade são mais alguns dos temas debatidos por nossos convidados especiais.

No Rio de Janeiro Anima Foram será realizado na sede do CRAAB, situada na Praça Tiradentes Nº 67. Já em São Paulo acontecerá no SENAC situado na Rua Scipião, 67 na Vila Romana. O pacote completo para todas as palestras (3 dias) para o Rio custa R$ 420 e para São Paulo (2 dias) R$ 320. Para assistir uma única palestra ou mesa redonda R$ 70 e para assistir apenas a uma masterclass ou palestra especial R$ 110.


No site oficial você pode conferir a programação completa e garantir o seu lugar: animamundi.com.br/anima-forum/anima-forum-2016