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História do Cinema de Animação – O Estúdio dos irmãos Fleischer (16ª Parte)

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Anteriormente abordamos sobre a “Era de Ouro do cinema de animação”, período de doze anos (1928 a 1940), que o cinema de animação desenvolveu tecnicamente e artisticamente. Além disso, abordamos que o estúdio Disney foi um grande contribuinte para essa posição de destaque para a arte da animação. Contudo, nem tudo é Disney, outros estúdios cinematográficos de animação também fizeram grandes contribuições na Era de Ouro ao desenvolverem técnicas que alocaram o cinema de animação a esta posição. E mais que os processos artísticos, contribuíram com grandes personagens para a história do cinema de animação.
Alguns dos grandes personagens do estúdio Fleischer
O estúdio dos irmãos Max Fleischer e Dave Fleischer, Fleischer Studios, foi fundado em 1929. Os irmãos Fleischer contribuíram no desenvolvimento técnico com a invenção da rotoscopia, aparato que possibilitou uma grande evolução no desenho e movimentação de figuras humanas. E muito antes de “Steambolt Willie”, o primeiro filme animado sonoro, os irmãos Fleischer tentaram uma inovação na sincronização sonoranos filmes animados.
Koko, o primeiro personagem dos Fleischer  

Contudo, os irmãos Fleischer vão se destacar principalmente no visual de grande apelo nos personagens criados pelo estúdio. A dupla de animadores é considerada a principal força que se contrapôs ao estúdio de Walt Disney, criando personagens de sucessos com uma concepção gráfica e narrativas bem diferentes produzidas pelo estúdio de Mickey Mouse.
A sensualidade de Betty Boop
A sensual Betty Boop, surgiu com uma pequena participação em um desenho da série Talkartoons (série que representou a entrada do estúdio Fleischer no cinema de animação sonoro) produzidos na década de 1930. E em 1932, a personagem de rosto redondo desproporcional ao seu corpinho ganhou sua própria série de desenhos, exibindo além de bastante sensualidade, o talento como cantora e uma construção visual (saia curta e liga numa das pernas) bastante distinta para um personagem animado. Devido a esse visual de grande apelo sexual, Betty Boop foi acusada de ser um libelo em favor do sexo. O “moralismo” e a censura americana prejudicaram bastante a popularidade da personagem. A partir de 1934, Betty Boop foi perdendo algumas de suas principais características visuais (a sexualidade e a roupa sexy) e consequentemente a popularidade e, enfim, sua série animada. Ela somente foi resgata na década de 1980, quando a personagem voltou a ser conhecida e apreciada pelo público.
Marinheiro Popeye
Outro personagem de destaque do estúdio Fleischer é o marinheiro Popeye, com seu visual extravagante e caricaturesco, que ganhava força descomunal quando comia espinafre. O personagem surgiu nos quadrinhos e, em 1933, estreava sua animação em histórias limitadas sobre a sua namorada Olívia (caracterizada como “mangueira de borracha”) que sempre era sequestrada pelo vilão Brutus.
O 1º longa-metragem dos irmãos Fleischer
O estúdio dos irmãos Fleischer detinha o apoio financeiro da Paramount, que era a distribuidora de seus filmes animados.  O sucesso de Disney com“Branca de Neve e os sete anões” fez com que a Paramount pressionasse os animadores Fleischer para a construção de seu primeiro longa-metragem – “As Viagens de Guliver”. O filme foi lançado em 1939, mas o rendimento da bilheteria do filme não foi o suficiente para recuperar todos os gastos da produção iniciada em 1935.
 "É um avião? Não, é o Superman!"
Com a série “As Aventuras do Super-Homem” de 17 episódios, Max e Dave Fleischer em 1941, resgatam a importância e a contribuição dos irmãos para a história do cinema de animação. A série utilizava a técnica de rotoscopia nos personagens humanos e apresentava uma animação estilizada, com cenários bastantes sofisticados. O personagem herói Super-Homem não voava totalmente, mas dava grandes saltos, com o tradicional uniforme da cueca sobre a calça e o grande símbolo “S” estampado no peito.  Foi nesta saudosa série do homem de aço que a famosa frase “Olhem lá no céu! É um pássaro? É um avião? Não, é o Superman! ” foi principiada.  “As Aventuras do Super-Homem” foi o triunfo final do estúdio Fleischer.
Os irmãos Max e Dave Fleischer
O estúdio Fleisher, sendo os principais competidores contra as estrutura e princípios formulados pelo estúdio Disney para a construção de filmes animados, se destacaram exatamente por essa tentativa de construir personagens e narrativas que ia além do estúdio de Mickey Mouse. Os irmãos Fleischer contribuíram tanto em termos técnicos e artísticos, mas principalmente na elaboração de personagens que destoavam com sua caracterização e comportamentos incomuns para uma figura dramática animada. Pode-se dizer que tal posicionamento permitiu essa gama de personagens distintos, tanto em caracterização quanto personalidade, que enriquece o cinema de animação.      

Participe do Projeto "O Clima Tá Mudando" e Concorra à US$ 3.000

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A Chamada Criativa "O Clima tá mudando" convida a todos a encontrar, por meio de animações de 15 segundos, maneiras de inspirar cidadãos a dar o próximo passo em direção a um futuro mais sustentável.
Com enfoque na temática de Mudanças Climáticas, a ideia é encontrar 5 obras audiovisuais que abordem o tema de uma maneira informativa e propositiva, sendo assim uma catalisador de transformações. As cinco melhores animações de quinze segundos serão contempladas com US$3 mil cada!
Para conhecer mais o projeto basta acessar o site oficial! Não deixem de participar!! \o/

Curta! #032: "Save Our Bacon" (Reino Unido, 2010)

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Curta! #032: "Save Our Bacon"
Direção: Peter Baynton
Produção: Tristan Goligher
Reino Unido, 2010 / Duração: 13:38

Assistam ao Trailer do Filme de "Apenas um Show"

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A Cartoon Network acaba de divulgar o primeiro trailer do longa metragem do seriado "Apenas um Show.
Depois de sete temporadas a animação ganhará um longa de 70 minutos onde Rigby e Mordecai precisarão voltar no tempo e lutar contra um trainador de vôlei maligno para tentar salvar o universo e a amizade da dupla.
"Apenas um Show - O Filme" estará disponível via iTunes, Google Play, Amazon Instante Video, Xbox, Playstation e outros serviços a partir de 1º de setembro. Confiram o trailer abaixo:
via: Jovem Nerd

"Princesa Mononoke" em 8 Bits

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Depois do sucesso da versão 8 bits de "A Viagem de Chihiro" o pessoal do CineFix dessa vez fizeram o mesmo com "Princesa Mononoke" e ficou igualmente incrível! *.*
Assim como na versão de Chihiro o canal CineFix conta a história da "Princesa Mononoke" como se fosse um jogo de 8 bits (e um pouco de 16 bits também). Confiram o resultado abaixo:

Inscrições Abertas Para o 4º Festival Curta na Uerj

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É hora de liberar toda a criatividade para celebrar a #carioquice. O que a define? Como é ser – ou se sentir – carioca? Este é o tema do 4º Curta na Uerj, festival de vídeos promovido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que está com inscrições abertas até 31 de agosto e uma novidade: integra o calendário comemorativo oficial dos 450 anos da cidade. Os vencedores receberão câmeras Go Pro, smartphones e tablets.
Podem participar produções em vídeo ou animação realizadas com celular, filmadora ou máquina fotográfica. O Festival é organizado em duas categorias: Teen (para autores de 12 a 17 anos) e Adulto (a partir de 18 anos). Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora e também pelo público, que elegerá seus favoritos.  As inscrições gratuitas devem ser feitas pelo site www.curtanauerj.com.br até o dia 31 de agosto. É indispensável a inclusão do link para o vídeo concorrente.
Neste ano, a UERJ se uniu ao SENAC/RJ e a parceria vai incentivar ainda mais a produção de vídeos. Além dos prêmios, os três primeiros colocados nas categorias adulto e teen receberão bolsas nos cursos de audiovisual nas unidades do Senac no Rio de Janeiro. As escolas dos autores vencedores na categoria teen localizadas no Estado do Rio de Janeiro receberão, ainda, oficinas gratuitas oferecidas pelo SENAC/ARRJ sobre Fotografia Digital, Animação e Design de Games.
O Festival Curta na Uerj
Criado em 2012, o Festival Curta na Uerj tem como propósito incentivar a produção de trabalhos em vídeo e animação, bem como revelar talentos e ampliar o espaço para a exibição e a divulgação do audiovisual, intensificando a experimentação e o diálogo entre as linguagens de TV, cinema e internet. A iniciativa foi muito bem recebida e já reuniu mais de 150 trabalhos produzidos por adultos, jovens e crianças de norte a sul do Brasil.

Exposição "Pixar: 25 Anos de Animação" é Cancelada

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CCBB Rio acaba de confirmar o cancelamento da exposição "Pixar: 25 Anos de Animação" que iria acontecer no Rio de Janeiro no mês que vem.
"Informamos que o produtor da exposição "Pixar: 25 anos de animação" cancelou o projeto, alegando problemas operacionais. O CCBB Rio de Janeiro lamenta profundamente o ocorrido e declara que está trabalhando para substituir o evento.
A exposição que já passou por mais de 20 cidades chegaria no Rio no mês de outubro. Agora para os fãs de animação resta esperar a exposição do Tim Burton que vai acontecer em São Paulo no inicio de Janeiro.

Confiram o Novo Demo Reel da Full Frame Filmes

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Acabou de ser divulgado o novo demo reel da Full Frame Filmes. Pós produtora situada no Rio de Janeiro. Confiram abaixo:

Curta! #031: "L'inventeur" (França, 2010)

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Curta! #031: "L'inventeur"
Direção: Jean-François Martin, Gary Fouchy, Jeremy Guerrieri
Produção: Canal+, Les Films d'ici, La Station Animation
França, 2010 / Duração: 04:30

Branca de Neve e os Sete Anões – O filme marco na história do cinema de animação (3ª Parte)

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Nas últimas semanas conhecemos um pouco mais do processo de produção e curiosidades que fizeram do primeiro longa-metragem do estúdio Disney – “Branca de Neve e os sete anões” um marco na história do cinema de animação. Walt Disney em diversos momentos do filme se questionava sobre a credibilidade das cenas para o público e por isso a produção de algumas delas demorava mais que o esperado.
Branca de Neve e o Caçador
A sequência em que o caçador tenta exterminar a inocente Branca de Neve exigiu mais de seis meses de uma preparação minuciosa feita pela equipe responsável. Para ela foi necessária toda a competência possível para que um desenho com características humanas pudesse tirar a vida de outro desenho. De que forma o público reagiria? Preocupariam com a personagem ou acharia burlesca essa situação? Elementos esses inéditos para o cinema de animação, que somente foram possíveis graças aos princípios da animação e o storyboard, já que o mesmo serviu para construir e visualizar toda a técnica cinematografia e a montagem necessária para esta cena. O historiador John Canemaker, afirma que esta cena, especificamente, teve uma montagem seguindo o estilo do cineasta D. W. Griffith para manipular as emoções e as percepções da plateia.
A câmera não se prende a protagonista cantante
Outro destaque do filme marco é a trilha musical gravada por uma orquestra de 80 músicos. As oito canções do filme ganharam versões em diversas outras línguas, e tornaram-se popular em todo o mundo. Além disso, em quase todas as cenas musicais do filme, Disney nos mostra uma pequena história visual sobre as diversas personalidades da cena e situações prosaicas, enquanto a música é cantada. Método que se tornou comum nos filmes e roteiros da Disney, no qual, a câmera não se prende à personagem cantante. Enquanto a canção é iniciada, a animação nos fornece estes belos roteiros visuais. A intenção deste método é dar maior importância ao visual e não ao musical.
Eu vou pra casa agora eu vou!
A sequência da Mina possui uma das trilhas sonoras mais marcantes do filme. A canção “Eu vou” (Heigh-Ho) ganhou espaço fora da banda sonora do filme é está presente nas cantigas de rodas dos institutos educacionais para crianças. Esta canção tornou-se um marco nas lembranças infantis de todos nós, quem nunca cantou os versos da cantiga de “Eu vou”?
As diversas referências cinematográficas dos clássicos do cinema de terror
Os desenhos e layout de cenas da parte do calabouço da Rainha são extraordinariamente bem trabalhados, fazendo inclusive referência a clássicos do cinema de terror como: Frankenstein, O Homem Invisível e a Noiva de Frankenstein. E também da vanguarda expressionista alemã da década de 20 como Nosferatu. A cena é carregada de elementos sombrios como ratos, teias de aranhas, caixões, caveiras, corvos e sombras para evidenciar a transformação da Rainha em uma Bruxa velha, feia e carrancuda.
As bochechas maquiadas da Princesa
A cor foi também um dos aspectos que recebeu todo cuidado e cautela no filme. Se tratando do primeiro longa-metragem animado e colorido, qual seria a reação do público quanto à cor? Tanto que optaram por cores neutras em tons pastéis. Foram diversos meses de pesquisas para chegar aos tons utilizado para colorir os personagens e cenários do filme.
Ainda sobre a colorização, observando as bochechas levemente rosadas de Branca de Neve, acha-se que é um efeito da tinta escolhida para a colorização do filme. Porém, este é um dos segredos da produção onde foi utilizada maquiagem verdadeira – ruge – aplicada em cada frame do filme para dar cor às bochechas da princesa. Trabalho feito pelas mulheres responsáveis pela colorização e que foi devidamente aprovada e apreciada por Walt Disney.
Era uma vez...
A narrativa de “Branca de Neve e os sete anões” ostenta, desde o “Era uma vez...” inicial até o “viveram felizes para sempre”, um conto com um tema clássico, performances emocionantes e divertidas, em um desenho rico em detalhes, de uma qualidade incomparável e uma trilha sonora memorável. Sendo o resultado definitivo do desenvolvimento técnico e narrativo do cinema de animação. Com o devido reconhecimento como arte e servindo de parâmetros para outras produções do gênero. Foi a produção pioneira no gênero em Hollywood, provando aos muitos céticos da época que um longa-metragem de animação era um gênero de cinema viável e que também era emocionante para o público. Além de mostrar aos críticos que a animação era um meio indiscutível de expressão artística do mais alto nível.
Todo o filme, na verdade, teve a aplicação de ingredientes certos (roteiro, técnicas, direção, fotografia, montagem e trilha sonora) que foram precisa e cuidadosamente empregados. E o mestre-cuca desta receita é Walt Disney, que nos mostra que apenas um momento de inspiração não é o suficiente para construir uma obra de arte. Para constituir arte é preciso muito esforço e dedicação, principalmente para a animação, que revela um trabalho árduo na construção de seus filmes.
Making of de "Branca de Neve"
E foi graças à “Branca de Neve e os sete anões” que hoje, as animações podem ter este destaque na mídia, por isso, a intitulam de “Aquela que começou tudo”. Mais que um marco para história da animação “Branca de Neve e os sete anões” levou a emoção próspera para as plateias que vivenciavam uma era de “Grande Depressão”. O público encontrou nas personagens animadas, que pareciam reais, bidimensionais e dotadas de personalidades, um mundo colorido, diferente da realidade cinza que até então presenciavam. As emoções se mesclavam entre o horror e o medo que a Rainha Bruxa causava e a alegria e diversão que os anões propiciavam. A Bruxa acabou se tornando ícone de maldade universal, e os anões habitam e enfeitam os jardins das residências com seus carismas. As músicas não ficaram apenas nos assobios e no cantarolar dos espectadores, após a sessão do filme na época. As canções ganharam versões em várias outras línguas, tornando-se populares e clássicas em todo o mundo. Ainda hoje, quase oito décadas após sua estreia nos cinemas, o filme cativa tanto as crianças quanto aos adultos.

Lá no nosso estúdio temos a certeza de uma coisa. Todas as pessoas no mundo foram crianças um dia. Por isso quando planejamos um novo filme não pensamos em adultos ou crianças, mas naquela bondade e pureza bem dentro de cada um de nós que o mundo pode ter feito nos esquecer e que talvez nossos filmes possam ajudar a trazer de volta – Walt Disney


O sucesso de “Branca de Neve e os sete anões”, permitiu que o estúdio Disney continuasse explorando novas tecnologias e técnicas narrativas na história e na arte da animação. O que de certa forma, favoreceu uma liberdade para inovar e construir novas bases para os longas-metragens produzidos até hoje, constituindo novos marcos e prêmios para seu estúdio. Walt Disney ao produzir “Branca de Neve e os sete anões” criou um filme excelente, uma obra de arte que transcendeu o tempo e auferiu seu lugar entre os grandes clássicos.
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